Psicóloga brasileira online para quem mora fora
Terapia em português, por vídeo, para brasileiros que vivem em outro país. Para falar da saudade, da adaptação, do cansaço de recomeçar e de tudo o mais que você levou na bagagem.
Atendimento
Individual, online, por videochamada
Para quem
Mulheres adultas, no Brasil e no exterior
Abordagem
Integrativa, com base na Terapia Cognitivo-Comportamental
Psicóloga
Danielly Arcoverde · CRP 02/22887
Talvez você se reconheça
-
Aqui ninguém entende muito bem de onde eu venho.
-
Consigo falar de trabalho em outra língua, mas não do que eu sinto.
-
Sinto que estou entre dois lugares, sem pertencer de verdade a nenhum.
-
Mudei para ter uma vida melhor, mas tenho me sentido pior.
-
A saudade aparece nas horas mais inesperadas.
Se alguma dessas frases soou familiar, saiba que você não está exagerando. É algo que pode ser compreendido e trabalhado.
Em resumo
- Atendo brasileiros que vivem fora do Brasil, por vídeo, em português, com horário combinado de acordo com o seu fuso.
- Morar fora pode trazer saudade, solidão, estresse de adaptação e a sensação de estar entre duas culturas. Tudo isso pode ser cuidado em terapia.
- Falar das emoções na língua materna costuma ajudar a chegar mais perto do que se sente.
- O atendimento segue as normas do Conselho Federal de Psicologia. Como cada país tem regras próprias, confirmamos no primeiro contato se o atendimento é possível no seu caso.
Por que fazer terapia em português
Você pode falar outra língua muito bem no trabalho, no mercado, com os amigos. Mas, quando o assunto é o que dói, muita gente percebe que as palavras não chegam do mesmo jeito.
Isso tem explicação. Um estudo com pessoas que falam mais de uma língua encontrou que, para a maioria, expressões afetivas carregam mais peso emocional na língua materna (Dewaele, 2008). Em português, você não precisa traduzir o que sente, nem explicar o contexto, as referências, o jeito brasileiro de ver a família, o trabalho, as relações.
E tem outra coisa: falar com alguém que entende de onde você vem costuma trazer um alívio difícil de descrever.
Os desafios de viver fora
Mudar de país pode ser um sonho realizado e, ao mesmo tempo, um dos períodos mais difíceis da vida. As duas coisas convivem. A psicologia estuda esse processo de se adaptar a uma nova cultura há décadas, e mostra que ele envolve mudanças emocionais, de identidade e de convívio, que podem gerar o chamado estresse de aculturação (Berry, 1997).
No dia a dia, isso pode aparecer como:
- saudade que aperta em datas, cheiros, músicas e situações inesperadas;
- solidão, mesmo com gente por perto, por falta de vínculos mais profundos;
- a sensação de estar entre dois lugares, sem pertencer de verdade a nenhum;
- cansaço de ter que provar o seu valor de novo, num lugar onde ninguém conhece a sua história;
- culpa por estar longe da família, especialmente quando alguém adoece ou precisa de você;
- relações à distância, crises no casal depois da mudança, criar filhos longe da rede de apoio;
- a pergunta que não sai da cabeça: "fico ou volto?".
Nada disso é sinal de fraqueza ou de que você fez a escolha errada. São reações humanas a uma mudança grande.
O que vai na bagagem
Morar fora também não apaga o que já existia. A ansiedade, a autocobrança, a dificuldade de dizer não, os padrões nos relacionamentos... tudo isso costuma ir junto na mala e, às vezes, fica até mais forte longe da rede de apoio.
Por isso, a terapia para quem vive no exterior não fala só da mudança. Ela é um espaço para cuidar de você por inteiro, com tudo o que você é e viveu.
Como eu trabalho isso na terapia
Uso a Terapia Cognitivo-Comportamental como base, com recursos de outras abordagens conforme o que você precisa. Com quem mora fora, a gente costuma trabalhar:
- As emoções da mudança: dar espaço à saudade, ao luto pelo que ficou e às perdas que nem sempre são reconhecidas.
- A adaptação: entender o que está pesando no novo contexto e construir recursos para lidar com ele.
- Identidade e pertencimento: como ser você, com a sua história, num lugar novo.
- Relações: com a família no Brasil, com o par, com os filhos e com as novas pessoas da sua vida.
- Decisões difíceis: olhar com clareza para as escolhas sobre ficar, voltar ou seguir, sem que eu decida por você.
Como funciona na prática
- Sessões por vídeo, individuais e em português.
- Horário no seu fuso: a gente combina um horário que funcione para os dois lados.
- Primeiro contato pelo WhatsApp, que funciona do mesmo jeito em qualquer país.
- Valores e forma de pagamento eu te explico na conversa, antes de qualquer compromisso.
- Regras do atendimento: sigo as normas do Conselho Federal de Psicologia para a terapia online, incluindo o sigilo.
Sobre o país onde você mora: cada país tem regras próprias sobre atendimento psicológico. Por isso, no primeiro contato, a gente conversa sobre onde você vive, para confirmar se o atendimento online comigo é possível no seu caso.
Um cuidado importante: a terapia online não é um serviço de emergência. Se você estiver em crise, procure o número de emergência do país onde vive (por exemplo, 112 na União Europeia, 911 nos Estados Unidos e no Canadá, 999 no Reino Unido) ou o pronto-socorro mais próximo.
Referências
- Berry, J. W. (1997). Immigration, acculturation, and adaptation. Applied Psychology, 46(1), 5–34. doi.org/10.1111/j.1464-0597.1997.tb01087.x
- Dewaele, J.-M. (2008). The emotional weight of I love you in multilinguals’ languages. Journal of Pragmatics, 40(10), 1753–1780. doi.org/10.1016/j.pragma.2008.03.002
- Fernandez, E. et al. (2021). Live psychotherapy by video versus in-person: A meta-analysis of efficacy and its relationship to types and targets of treatment. Clinical Psychology & Psychotherapy, 28(6), 1535–1549. doi.org/10.1002/cpp.2594
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 9, de 18 de julho de 2024. Regulamenta o exercício profissional da Psicologia mediado por Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDICs).
Conteúdo de responsabilidade de Danielly Arcoverde, Psicóloga (CRP 02/22887). Atualizado em . As informações têm caráter educativo e não substituem uma avaliação individual.
Perguntas que costumam aparecer
Preciso morar no Brasil para fazer terapia com você?
Não necessariamente. Atendo brasileiros que vivem fora, por vídeo e em português. Como cada país tem regras próprias sobre atendimento psicológico, no primeiro contato a gente confirma se é possível no seu caso.
Como fica o fuso horário?
A gente combina um horário que funcione para os dois lados, considerando o seu fuso. Quando você me escrever, me conta onde mora que eu te passo as opções.
Moro fora há muitos anos. Ainda faz sentido fazer terapia em português?
Faz, se for importante para você. Muita gente que fala outra língua no dia a dia sente que consegue chegar mais perto do que sente quando fala em português.
Como funcionam os valores e o pagamento?
Eu te explico os valores e as formas de pagamento pelo WhatsApp, de forma reservada, antes de qualquer compromisso.
E se eu estiver numa crise?
A terapia online não é um serviço de emergência. Em uma crise, procure o número de emergência do país onde você está, como o 112 na União Europeia, o 911 nos Estados Unidos e no Canadá ou o 999 no Reino Unido, ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
Temas que costumam andar junto com este
Quando fizer sentido para você, é só me chamar.
Me manda uma mensagem pelo WhatsApp para saber horários, valores e como funciona. Você não precisa explicar nada da sua história agora. A gente conversa sobre isso com calma, na sessão.